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sexta-feira, julho 14, 2017

O PP pode ou não mexer na matriz produtiva econômica local ? Ampliando o debate


Importante a contribuição ao debate dado pelos amigos e amigas do facebook. Achei muito relevante a crítica da Ilustre Senhora Márcia Bedim, e ampliei o debate, sendo que o blog segue aberto a todas as manifestações, contrárias ou a favor.




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o Thiago tb é responsável pela queda da pecuária até no Mato Grosso?

 Não seria uma crise nacional que chegou aqui? Ou a crise começa aqui em santiago? 

Estou um tanto confusa com tuas postagens. Até acho que pela postagem de ontem o Thiago pode estar de acordo com Sérgio moro que trabalha em favor dos americanos🙈🙈🙈

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Julio César DE Lima Prates Querida Márcia: obrigado por contribuir com o debate. Vc é sempre bem-vinda. 

O que eu disse é que existe uma crise generalizada e esta afeta vários setores da economia. Tenho analisado isto exaustivamente. Várias fábricas fecharam em Caxias, Bento, Metropolitana de Porto Alegre, região celeira ... isto desemprega gente nossa, que faz o êxodo às avessas. Voltam para Santiago com suas famílias. 

Disse, no artigo em tela, que a crise será agravada com a crise da pecuária, eis que é um dos motes de nossa economia e da nossa matéria-prima, fonte de empregos, rendas e rendimentos. Afetada a pecuária, desencadeia-se em série o espectro do desemprego em massa, agora no meio rural e também com reflexos na cidade.

O que eu disse é que Tiago e seu staff não se prepararam para a crise, o PP não tem política alguma para mudar a matriz econômica produtiva local. Mudar a matriz econômica é missão do executivo no sentido de fomentar arranjos produtivos, cadeias produtivas, por exemplo, todo nosso soja sai daqui em caminhões, não existe uma esmagadora de grãos e nem nada que possa industrializar o soja, nossa matéria-prima.

Da pecuária, Marcia Cristina Bedin Bedin nós temos a carne, o couro, lã ... o papel do poder executivo é criar uma cadeia produtiva, capaz de industrializar a carne, a lã e o nosso couro, que é vendido in natura a preço vil para atravessadores.

Vc não conhece aquele cadeira produtiva da lá ali depois de Santa Maria? Eles fazem palas, blusões, tapetes ... enfim, é uma cadeia produtiva local que aproveita a matéria-prima local: lã e couro. 

Geram empregos, rendas e rendimentos. Um prefeito que não fosse um incompetente, como é o Tiago e seu staff, já teriam pensado em cadeias ou arranjos locais que dessem respostas a esta demanda crescente por emprego. É exatamente o que Chicão fez com a BRASPELCO, onde gerou - inicialmente - 520 empregos diretos e uns dois ml indiretos, que o PP não está fazendo. 


O que o oeste catarinense fez investindo na cadeia produtiva do leite, do porco e do frango? Ou a cadeia produtiva de tilapia em Pomerode, ou a laranja,  a maça em Vacaria? Existe alguma política em Santiago, Márcia, que incentive, por exemplo, fruticultura? Claro que não e é nesse sentido que eu critico a inoperância da não intervenção para mudar a matriz econômica. 

Quando fatores externos geram uma crise interna, como é o caso de Santiago, cabe a visão do gestor municipal, buscar e construir alternativas para solucionar o problema do seu povo.

 Ninguém disse que ele é responsável pela desoneração tributária do ICMS da carne no Mato Grosso. Eu disse que a facilidade com que a carne vai entrar no nosso mercado, tende a agravar a crise local e são nestas ocasiões que os Estadistas devem tomar a peito a situação e promover à construção de alternativas de geração de empregos e rendas locais. 

O que Tiago faz? Arrocha as execuções fiscais, enche o saco do comércio informal, e incentiva a proliferação de igrejas ... é claro, tira fotos sensacionalistas em cima disso e daquilo para passar uma ideia de arrojo. Mas isto é factóide e não responde mais à demanda por emprego e trabalho. 

Júlio Ruivo é um grande teórico, embora sua visão era um processo industrial e comercial endógenos, que se manteve em face da economia aquecida do país, da era Lula e Dima. 

Agora com o arrocho da era Temer, os tênues limites desta visão de Ruivo se diluíram e Tiago apenas seguiu a política de Ruivo e não apresentou nada de novo. A crise avolumou-se, tomou proporções, recrudesceram-se os problemas sociais, a criminalidade, as demandas urbanas e o PP não tinha e não tem projeto algum para enfrentar e superar a crise. 

Quem tinha o diagnóstico corretíssimo do que aconteceria e jogou com as premissas corretas, eis que bateu na tecla da industrialização e da ruptura com a concepção deste modelo de matriz atual, foi Guilherme Bonotto Behr e Maristela Genro Gessinger, em Unistalda. Infelizmente, o povo achou que tava bom, porque tinha ESF com médicos e remédios do governo federal ... só não pensaram que isso poderia acabar. 

Por isso prezada Marcia Cristina Bedin Bedin, o debate é bem mais complexo, que um simples exercício de lógica formal. O silogismo e o paralogismo, quando descambam para o aporema é tipo assim: a galinha tem duas pernas, Paulo tem duas pernas, logo Paulo é uma galinha. 

Veja que toda a construção de raciocínios implica em delinearmos as premissas antes de formularmos os juízos apriorísticos. Infelizmente, como vc é contra tudo o que eu escrevo e tem um alinhamento ideológico adverso, parte sempre do pressuposto maniqueísta que somente um lado está certo, deixando de ver o que existe de produtivo e fecundo naquilo que vc despreza. ATT